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A longa viagem inexistente

-Oh, como assim, você está postando aqui?
-Oras, estou de volta de uma longa viagem, e estou pronto para volta à vida de blogueiro!
-Viagem!? Você viajou pra onde?
-Não foi uma viagem física, foi na verdade uma viagem intelectual.
-Desculpe, mas ainda não entendi, meu caro.
-Normal, isso costuma ser incompreensível mesmo para a maioria das pessoas. É como se você estivesse ausente de alma, mas não de corpo. É como um intenso estado de devaneio, onde você está naquele momento de transição, no casulo.
-Prossiga, meu amigo. Começo a ver a situação.

E assim prosseguiu uma conversa extremamente profunda, e inteligível para todos, senão aqueles dois agentes do discurso. Agentes que faziam parte da mesma mente, constituindo na verdade um monólogo.

Não sabia como voltar ao blog após quatro meses parado, e escrevi a coisa mais estranha que me veio à cabeça. Me desculpem a ausência, pretendo retomar, apesar de já não ter mais leitores fiéis, a ideia que o blog sempre teve. Conteúdo de qualidade, e a partir de agora, contando com ideias mirabolantes deste que vos escreve, como o diálogo, ou melhor, monólogo, acima apresentado. Ainda que não faça sentido algum, imagino que seja profundo. É bom escrever de volta.

Botão soneca, o inimigo dos compromissos


O sol está nascendo, você está dormindo profundamente, aquele sono gostoso, quando de repente o despertador toca. Você acorda meio assustado, pensa “Putz, mas já? Não vai dar, preciso dormir mais um pouco” e simplesmente aperta o botão “Soneca” do despertador e fica lá, mais 10 minutos, e sabe se lá quantas vezes esse processo pode se repetir.

Estava conversando com uns amigos sobre esse tal botão soneca e decidi escrever sobre isso. Oras, para muitos já é algo quase automático, esse evento faz parte da manhã do sujeito. Entretanto, naturalmente nós ajustamos o despertador para um horário em que nós possamos nos arrumar e chegar aonde temos que ir com pouco (ou nenhum) tempo de antecedência. Nós não podemos dormir mais 10 minutos, ou vamos nos atrapalhar na nossa rotina e acabaremos nos atrasando. Eu mesmo, calculo friamente quantos minutos eu gasto me aprontando e chegando no destino, para poder prolongar o máximo possível o tempo de sono. Mas quando acordamos ainda sonolentos com o despertador, o pegamos e vemos aquele tentador botão, muitas vezes não hesitamos em apertá-lo e voltarmos a cair nos braços de morfeu, ainda que por pouco tempo. E é justamente esse pouco tempo que provavelmente nos fará perder a hora do compromisso.

Veja só, esse botão soneca não pode ser coisa boa, ele é o nosso atraso encarnado no despertador, algo que teoricamente tem a função oposta. O jeito para quem não resiste à essa tentação é adiantar o despertador já calculando o tempo da soneca, para assim ir acordando aos poucos. Até porque, vai dizer que esse tempo de soneca não parece extremamente mais demorado que apenas 10 minutinhos?

"Na guerra contra o sono, o botão soneca é um tratado de paz pronto para ser quebrado."