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O primeiro filme de Alice

Muito está se comentando sobre o lançamento (que será mês que vem) da releitura feita por Tim Burton da obra clássica de Lewis Carroll, lançada em 1864. Achei na internet a primeira versão filmada da história de Alice, de 1903, e decidi compartilhar com vocês. É bem curtinho, menos de 10 minutos (o original tinha 12, mas uma parte se perdeu com o tempo). O filme foi restaurado pel BFI National Archive (Arquivo Nacional do Instituto Britânico de Filmes). A adaptação para as telas foi feita com base nas ilustrações originais do livro. Apesar de ser bastante antigo e diferente do que estamos acostumados, vale a pena conferir.


Uma curiosidade...
A história da Alice foi primeiramente contada por Lewis Carroll para três crianças que viajavam com ele em 1862 (sendo que uma delas se chamava Alice). A Alice real gostou tanto que pediu o conto por escrito para Carroll. Ele então escreveu e lançou em 1864, uma versão bem menor da que conhecemos hoje, e apenas algum tempo depois adicionou alguns detalhes, como o personagem Chapeleiro Louco, deixando a história como já sabemos.

Tem uma cobra na minha bota!

No dia 18 de junho de 2010 nos EUA (e 25 de junho no Brasil) lançará o tão esperado terceiro filme da aclamada franquia Toy Story. Na última semana, a Disney liberou dois novos trailers que mostram um pouco mais do que podemos esperar desse lançamento. Nos trailers conhecemos novos personagens que darão as caras, e também temos uma pequena prévia da história que vamos acompanhar no filme.

A grande novidade fica por conta da tecnologia 3D que será empregada. Há duas semanas atrás tivemos a reestreia de Toy Story 1 em 3D, e na semana passada a de Toy Story 2. Por não terem sido películas inicialmente feitas para a terceira dimensão, não encontramos muitas cenas que utilizem a técnica de maneira muito surpreendente. Já o terceiro filme possivelmente mude esse panorama, já que ele já foi planejado e pensado com o uso dessa tecnologia. Só nos resta esperar para ver. Mas independentemente de ser 3D ou não, o simples fato de poder assistir Woody, Buzz, Rex, Sr. e Sra. Cabeça de Batatas, Slinky e vários outros brinquedos em mais uma aventura já me anima, é algo que eu particularmente sempre esperei.

Confira abaixo os dois novos trailers do filme disponibilizados pela Disney no seu site oficial. No site você também encontra outras informações sobre o filme, como os personagens novos, jogos e vídeos com comentários dos produtores.






E para quem não chegou a assistir o primeiro trailer, do ano passado, confira abaixo.



Como devem ter percebido, sou um grande fã de Toy Story, então não se surpreendam se eu voltar a falar sobre o filme antes mesmo do lançamento, em junho.

Vencedores do Oscar



Melhor filme: Guerra ao terror

Melhor direção: Kathryn Bigelow, Guerra ao terror

Melhor atriz: Sandra Bullock, Um sonho possível

Melhor ator: Jeff Bridges, Coração louco

Melhor filme estrangeiro: O segredo dos seus olhos (Argentina)

Melhor edição (montagem): Guerra ao terror

Melhor documentário: The cove

Melhores efeitos visuais: Avatar

Melhor trilha sonora: Up – Altas aventuras

Melhor cinematografia (fotografia): Avatar

Melhor mixagem de som: Guerra ao terror

Melhor edição de som: Guerra ao terror

Melhor figurino: The young Victoria

Melhor direção de arte: Avatar

Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, Preciosa

Melhor roteiro adaptado: Preciosa

Melhor maquiagem: Star trek

Melhor curta-metragem: The new tenants

Melhor documentário em curta-metragem: Music by Prudence

Melhor curta-metragem de animação: Logorama

Melhor roteiro original: Guerra ao terror

Melhor canção: The weary kind, de Coração louco

Melhor animação: Up – Altas aventuras

Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, Bastardos inglórios


E o grande vencedor do Oscar foi... Guerra ao Terror!

Quem diria que a grande disputa entre Avatar e Guerra ao Terror, saída diretamente de um casamento para o tapete vermelho (o diretor de Avatar, James Cameron, e a diretora de Guerra ao Terror, Kathryn Bigelow, foram casados entre 1989 e 1991) seria vencida pelo filme das tropas americanas no Iraque com larga vantagem (6 x 3).

A terceira dimensão invade a sétima arte

Atualmente está havendo uma verdadeira explosão de lançamentos de filmes 3D nos cinemas. O que antes era bastante raro, está se tornando cada vez mais comum. A maioria não usufrui de toda a capacidade dessa tecnologia, a guardando para cenas especiais. Entretanto já temos alguns exemplos de filmes “verdadeiramente” 3D, com todo o ambiente projetado para fora da tela, ainda que em alguns momentos mais e em outros menos. Outro filme que promete aproveitar da mesma forma a tecnologia 3D é “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton. Realmente, o próprio clima fantástico da história condiz com um mundo em 3D. Será, certamente, uma belíssima combinação.

Filmes com a tecnologia 3D além de agradar aos espectadores, também parece agradar os produtores, já que estes vêm batendo recordes. Avatar, por exemplo, quebrou todos os recordes de bilheteria, a caminho de 2,5 bilhões de dólares arrecadados. Apesar dessa tendência, ainda há muito para se aprimorar no Brasil para que todos possam aproveitá-la. Por exemplo, em todo o país, temos apenas 100 salas que suportam esses tipos de filme. Outro empecilho para o acesso a esses filme é o preço, mais caro que um filme “normal”.

O que poucos sabem é que essa técnica é bastante antiga. O primeiro filme que se utilizou dela foi “The Power of Love” lançado em, acreditem, 1922. Na década de 50 o cinema 3D teve uma curta era. Com o surgimento e difusão da televisão, os cinemas estavam perdendo o seu público, e era necessário fazer algo para atraí-lo de volta. A ideia deu certo temporariamente, mas como os óculos davam dor de cabeça e distorciam as cores do filme, e por isso desagradava os espectadores, logo foi abandonada.Na imagem, filme de Andre de Toth, "A Casa de Cera" (1953).

No ano passado, em uma situação relativamente similar à dos anos 50, o cinema 3D ressurgiu, aprimorado significativamente. Com o advento da internet e da facilidade com que se baixam filmes, além da incontrolável pirataria, o cinema também viu uma diminuição no seu público. E a volta dessa tecnologia foi a solução encontrada para chamar as pessoas de volta para a sala de cinema.

Assisti, mais recentemente, o relançamento em 3D de Toy Story 1. O bacana é que este, que foi o primeiro filme feito inteiramente no computador, agora também foi transportado para o mundo 3D. Assistindo ao filme percebemos que, por não ter sido um filme inicialmente projetado para uma 3ª dimensão, ela não é tão bonita quanto a dos demais filmes. Apesar disso, por ser um filme clássico da minha infância (e da de muitos), mesmo que nem 3D fosse, eu não perderia. Espero agora até lançar o Toy Story 3, que aí sim, será originalmente feito para ser em 3D, para tirar conclusões melhores.

Para finalizar, com vários filmes já lançados, ainda temos muito o que esperar. Além de Alice no País das Maravilhas, e Toy Story 3, já comentados, ainda posso citar alguns outros lançamentos bem interessantes: Shrek 4, Jogos Mortais VII (pode sair algo bem interessante se a tecnologia for bem aproveitada), Smurfs (imaginem só a viagem), Kung Fu Panda 2, Happy Feet 2, Carros 2, Viagem ao Centro da Terra 2, Madagascar 3 e, pra fechar a lista de alguns poucos escolhidos, Harry Potter e as Relíquias da Morte (tanto o primeiro quanto o segundo filme) também será em 3D, e provavelmente mais uma, ou melhor, duas megaproduções. É, a partir de agora teremos cinemas cada vez mais recheados de lançamentos que utilizam a terceira dimensão.

Mas, como funciona esse lance de cinema 3D?

A técnica utilizada no cinema 3D é chamada de estereoscopia e consiste em captar a mesma imagem em dois ângulos diferentes.

Durante a filmagem, são utilizadas duas câmeras, uma para capturar imagens para o olho direito, e outra para o olho esquerdo.

Por utilizar duas câmeras, o filme em 3D tem 48 quadros por segundo, enquanto os filmes convencionais utilizam apenas 24.

A tela do cinema também tem que ser especial. Ela é refletica (prateada), para que assim a luz do retroprojetor pareça ir além da tela.

Os óculos atuais possuem filtros de polaridade. Uma das lentes difunde ondas luminosas horizontais enquanto a outra difunde ondas luminosas verticais. Dessa forma, cada olho capta um quadro, como se nós víssemos a mesma coisa através de dois focos diferentes. Hoje em dia é o sistema mais econômico para uma qualidade de imagem aceitável.

Anteriormente, a técnica utilizada nos óculos era outra, com os antigos óculos vermelho e azul. Os dois filmes (um de cada câmera) eram editados e convertidos um em imagem azul e outro em vermelha. Durante a projeção o espectador é capaz de ver apenas uma imagem. O filme vermelho passa pela lente azul e o filme azul passa pela lente vermelha. Essa técnica, porém, apesar de mais barata, apresenta o problema da alteração de cores, perda de luminosidade e cansaço visual.

Como vemos a mesma coisa sob ângulos diferentes (devido a distância entre os olhos), o cérebro projeta uma terceira imagem, e faz com que vejamos profundidade nas cenas, assim enxergando a terceira dimensão.

[imagem_polarizado.JPG]

Fontes (parte técnica):

Jornal O Povo